
Caros Imortais, começo meu post me apresentando como um gremista (óbvio) que sempre que for escrever alguma opinião neste blog tentará deixar de lado o fanatismo puro e ser o mais imparcial possível, trazendo assim uma análise séria e completa sobre os mais diversos assuntos relacionados ao nosso tricolor dos pampas.
Meu post vai dar uma complementada na opinião do nosso querido escritor comedor de carne podre, tentar desvendar o porque daquelas contratações e trazer um tema que vem martelando a minha cabeça desde que o nosso (ex) presidente Paulo Odone assumiu o tricolor no final de 2004 para a disputa da Série B.
Naquela ocasião, o sr. Paulo Odone abriu as contas do Grêmio para quem quisesse ver. Credores, devedores, empresários e conselheiros puderam ver o tamanho do rombo econômico que assolava o Grêmio. As contas tricolores mostravam que o Grêmio tinha uma dívida total de mais de 140 milhões de reais, algo que espantou à todos naquele momento pois nunca se havia falado de tal dívida e o Grêmio estava às portas o inferno, tendo que lutar na Série B por um acesso a Série A.
Com a ajuda de investidores sensibilizados pelo momento financeiro do Grêmio, Odone, Pelaipe e Rodrigo Caetano montaram o time do Grêmio para aquela disputa da Série B. No meio do ano, com o destaque do menino Anderson, Odone anunciou que a política do Grêmio seria a de vender um jogador por ano para poder regular as finanças e não terminar com déficit. Anderson então foi vendido ao Porto no final da temporada por 15 milhões de reais, um preço abaixo do esperado devido ao seu futuro mas que vinha como um baú de ouro para o atual estado tricolor.
Em 2006, o Grêmio ganhou o gauchão encima do colorado, fez fiasco na Copa do Brasil e terminou em terceiro no Brasileirão se classificando para a Libertadores. Foi o único ano até agora que o Grêmio deixou de vender jogadores pensando justamente numa valorização dos mesmos através da Libertadores.
Em 2007, fomos vice-campeões da Libertadores. Conseguimos valorizar como deveríamos tanto o Lucas quanto o Carlos Eduardo que saíram no meio do ano, por 25 milhões de reais e 20 milhões de reais mais 3 milhões de reais de bônus e 20% de uma futura negociação. Sem esquecer da venda do Cássio por 4,5 milhões de reais.
Agora em 2008, já terminamos o ano com Rafael Carioca vendido por 11 milhões de reais (os outros 11 são do ProFut), Felipe Mattione vendido para um empresário italiano por um valor na volta dos 5 milhões de reais, temos a possibilidade de perder o nosso jovem zagueiro Léo e ainda temo pelo que o futuro reserva para o Douglas Costa .
Somando todas essas vendas, nós temos uma quantia total de aproximadamente 80 milhões de reais. E qual é a minha surpresa ao ler o jornal dessa semana com a entrevista do novo presidente? Ele anuncia que o Grêmio continua com uma dívida de mais de 140 milhões de reais e que ainda termina o ano com déficit por volta de 1 milhão de reais. O que aconteceu com esses 80 milhões de reais que o Odone clamava que eram gastos numa segunda folha salarial do Grêmio que pagava os jogadores que cobravam salários atrasados de anos atrás? O que o Odone fez com os 2 milhões de reais mensais que vem através dos sócios? Porque ele nunca foi atrás de um patrocínio melhor do que o do Banrisul que paga irrisórios 3 milhões por ano?
Depois de toda essa ladainha que eu espero ter sido no mínimo informativa, eu posso concluir meu pensamento e ligar este post ao do carnicero. Nossos dirigentes dizem que não podem contratar jogadores de peso porque não tem condições financeiras para tal. Mas o que impede eles de procurarem novos patrocínios, pagarem as dívidas com o dinheiro da venda de nossos atletas e arrecadar com nossos sócios?
Mais um ano em que teremos que aguentar um time de refugos dos times lá de cima, rezar para que a magia aconteça e que consigamos uma campanha decente. Nada podemos fazer.
Assinado: Felipe Brum (Wu Zi Mu)
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